Ulisses M Albuquerque - CREMEC 12.962

Pênis e

Disfunções Sexuais

Desde garoto, o homem sempre observa muito e preocupa-se muito com seu órgão sexual. Na infância (e mesmo na adolescência e vida adulta), a fimose é algo que chama a atenção dos pais e do paciente, podendo trazer riscos à saúde como chance aumentada de DST's, balanopostite e, até mesmo, câncer de pênis. No adolescente e adulto jovem, a ejaculação precoce e o medo de impotência sexual lhe tiram algumas noites de sono. Com o passar da idade, a disfunção erétil vai-se tornando mais comum e a DAEM (termo correto para o popular Andropausa) corrobora para este fato.

Fimose e Postectomia

A fimose é a impossibilidade de retrair a pele do pênis (prepúcio) para expor a glande (cabeça). Deve-se diferenciar a fimose das aderências normais do prepúcio, que acometem todas os meninos. Nesses casos, até os 3 anos idade ocorre retração espontânea.
O tratamento é feito com cremes ou pomadas e se não resolverem, a cirurgia é utilizada. Deve-se evitar as “massagens” forçadas. Com 3 anos, 90% dos meninos conseguem retrair o prepúcio e expor a glande. Aos 17 anos, cerca de 1% dos jovens permanecem com fimose. Devido a este fato, geralmente não é indicado cirurgia para crianças rotineiramente. Já nos adultos, nos casos de balonopostite de repetição e outros casos de relevância médica, indica-se a cirurgia de postectomia.

Está implicada em maiores taxas de câncer de pênis e de DST's.

(fonte sbu.org.br)

Ejaculação Precoce

É a ejaculação que acontece, de forma persistente, com mínimo estímulo antes ou logo após a penetração, antes do momento desejado. O distúrbio apenas é constatado caso esses eventos ocorram de forma recorrente e persistente, e pode causar problemas no relacionamento.
Em geral, a ejaculação precoce é observada em jovens, mais ansiosos e inexperientes, ou em idosos, que podem também ter disfunção erétil. Estudos indicam que mais de 25% dos brasileiros apresentam ejaculação precoce.
As causas fisiológicas são extremamente raras e controversas, e não há evidências de uma possível relação hormonal. Fatores emocionais e psicológicos são os mais prováveis. Se não tratada, a ejaculação precoce abala a autoestima do homem e pode comprometer seriamente o organismo, transformando-se em problema de ereção.
O tratamento é realizado através de psicoterapia, farmacoterapia ou associação de ambos. A opção terapêutica depende de algumas características de cada quadro, por exemplo se o homem é ejaculador primário ou secundário. Portanto, apenas o médico poderá avaliar e definir o caminho a ser seguido.

(fonte sbu.org.br)

Disfunção Erétil

A disfunção erétil (DE), popularmente conhecida como impotência sexual, é a dificuldade persistente de obter e/ou manter uma ereção suficiente para permitir uma atividade sexual adequada, ou seja, que possibilite a penetração vaginal. Não significa DE o fato do homem eventualmente “falha na hora H”, mas sim quando o problema é recorrente.
Causas e incidência
A DE pode ter origem psicogênica, orgânica ou mista (psicogênica e orgânica). Independentemente da causa, basicamente ocorre por um desequilíbrio entre a contração e o relaxamento da musculatura lisa do corpo cavernoso.
Cerca de 50% dos homens acima de 40 anos têm alguma queixa em relação às ereções.
Destes, metade apresentava níveis elevados de HbA1c (fator relacionado ao diabetes) e colesterol, portanto a DE pode estar ligada a outras patologistas.
Fatores de risco
Alterações hormonais;
Tabagismo; Alcoolismo;

Drogas: maconha, codeína, cocaína, heroína, metadona;
Doenças cardiovasculares e hipertensão arterial sistêmica;
Diabetes Mellitus; Outras doenças crônicas; Cirurgias;
Medicamentos: vasodilatadores, anti-hipertensivos, hipoglicemiantes, antidepressivos, ansiolíticos; 
Tratamento
Determinar a origem da DE é fundamental para direcionar o tratamento, portanto não existe uma “receita mágica” para resolver todos os casos: se você sofre do problema precisa procurar um urologista para avaliar o seu quadro especificamente, e assim determinar a melhor forma de tratamento.
Há diferentes formas de tratamento para a DE, de acordo com a causa e o perfil do paciente, apresentando resultados animadores. A terapia medicamentosa é a mais utilizada ao lado da psicológica, mas em determinados casos pode-se utilizar também o implante de prótese peniana.

(fonte sbu.org.br)

DAEM  (Andropausa)

O Declínio Androgênico do Envelhecimento Masculino (DAEM), popularmente conhecido como andropausa, é uma redução gradual dos níveis sanguíneos da testosterona que acompanha o envelhecimento e que pode estar associado a uma significante diminuição da qualidade de vida dos homens. A prevalência deste distúrbio varia de 10 a 30% dos homens já na sexta década de vida. Com o aumento da expectativa de vida, o problema tornou-se mais prevalente.
Sintomas
Diminuição do desejo sexual, da qualidade e frequência das ereções, principalmente noturnas;
Alterações de humor, com fadiga, depressão e irritabilidade;
Distúrbios do sono;
Diminuição da massa magra, volume e força muscular;
Aumento da gordura visceral (localizada na região profunda do abdômen, conhecida como “barriga de cerveja”);
Alterações na pele e perda de pelos;
Osteopenia e osteoporose, elevando o risco de fraturas ósseas.
Tratamento
Além de observar as alterações descritas acima, o médico solicitará alguns exames laboratoriais para confirmar o diagnóstico de DAEM. O tratamento é feito com a reposição de testosterona, que hoje está disponível em forma de comprimido, injetável e transdérmica (adesivos aplicados à pele). A terapia de reposição hormonal é contraindicada em casos de cânceres de próstata e mama ativos. Outras patologias devem ser observadas pelo urologista antes da prescrição hormonal, e o acompanhamento contínuo do paciente em tratamento é essencial.

(fonte sbu.org.br)